quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bem querer

Não havia nenhum interesse. A combinação entre as letras e os sentimentos parecia desfocada do mundo real. Enquanto os olhos imaginavam a quentura das mãos e os sorrisos despretenciosos colados e alinhados em um beijo. Imaginação. Assim que tomei coragem persisti naquele pensamento imaturo e sem perspectiva racional.
Tarde demais. Desenhei a voz melodiosa, os dedos pulsando sobre o violão e uma música aninhando o carinho que já não podia ser camuflado por mais tempo. A combinação de borboletas aninhadas no estômago era imparcial diante das maritacas gritantes presentes ali, no buraco do peito. Um misto de inacabado, uma esperança fora do comum. Mesmo assim pedi silêncio, o alvoroço instalado no caos dos acontecimentos berrava uma alegria, dessas que não se esconde dos olhos. Engoli a sentença justa e proporcional de uma guerra que acabara de se instalar diante de minha súplica confusa e assustada.
O que mais poderia me acometer? Um sentimento moldado silenciosamente, o suspiro preso no travesseiro e o contentamento aprisionado por um sonho deserto, entre linhas e desassossego diurno de um amor planejado no outono.
E quem planejou? Se não o acaso escondido entre as páginas de um livro ou a conformidade com o drama. A sobrevivência parece fácil. Vista do lado de fora. O coração pede efeitos especiais, faz acrobacias, brinca de palhaço, se pinta de fácil. Mas o que penetra é lento. Veneno, sonífero e miserável aos olhos de quem não pode tocá-lo. Enquanto a porta se fecha nos detalhes. Vou embora sem me tornar o meu melhor personagem. Fiquei frágil, petrificada diante do seu carinho e tive a necessidade de me esconder. Dos percalços, dos destroços derrubados por mim. Ninguém assim tão de longe, me teve assim tão perto. Cabe aqui alguns sussurros, algumas pieguices e nenhum vestígio de sorte. Você nunca veio de verdade, mas já é metade dos meus silêncios. É, pareço estranha, porque invento tua voz. Fantasio palavras tuas, feito pensamento, telepatia, distorção, rima e violão.
Me conta tuas dores. O que tem por dentro dos teus olhos, além do mistério que me toma pelas mãos. Me leva para as tuas histórias, dentro dos teus rascunhos proibidos, das tuas idas e vindas. Me conta um segredo e pulsa comigo no ritmo da nossa futura canção. A mesma que inventei hoje pela manhã, aquela que você nunca tocou, mas resmungou sozinho soprando na imaginação do meu bem querer.

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Aquela louca, absurdamente complicada, tipo nem eu mesmo me entendo... pra gostar de mim tem q gostar jeito que sou, com esse gênio forte que tenho! Sou aquela q só da satisfação a quem merece, o resto é resto, não são nada meu, apenas são pessoas distante do meu ego, quando erro eu peço desculpa mesmo sendo tão difícil. Eu choro, com facilidade... eu grito quando necessário, eu riu sempre que me da vontade as vezes sem nem me controlar diante de uma situação. Não consigo fingir que esta tudo bem, quando na verdade não esta. Não consigo falar com alguém só por interesse, esse tipo de reação me causa uma profunda inquietude. Me da náusea...
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